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@ hoje jantamos em casa

 

O Bruno e a Susana são as caras por detrás do Hoje Jantamos e do famoso Pão que às Sextas-Feiras recebemos logo pela manhã em loja. Sempre embrulhados de forma carinhosa e bonita (e ecológica), os pães chegam ainda quentinhos e a cheirar lindamente.

Feitos a partir da Fermentação lenta e natural de farinhas provenientes de cereais biológicos moídos em mós-de-pedra. Convidamos à leitura desta pequena entrevista para que fiquem a saber mais da história que estes pães trazem consigo.

 

Há quanto tempo começaste o teu projecto? 

 

O projeto Hoje Jantamos em Casa iniciou-se em 2018. 

Qual ou quais as razões que te levaram a começar? 

 

Na altura desempenhava as funções de arquiteto numa empresa de eventos mas a cozinha era um sonho antigo.  Aliado a isso estava o enorme prazer em reunir amigos à volta de uma mesa e partilhar histórias e experiências com comida de grande qualidade e diferente do que costumamos comer em casa. Isso fez-me lançar o Hoje Jantamos em Casa, um projeto que permite cozinhar na casa do cliente, para os seus convidados sem ter de se preocupar com nada, podendo assim usufruir de uma refeição de excelência no conforto da sua casa. No final ainda deixamos a cozinha limpa e arrumada.

 

 
O que define a marca, projecto? 

 

Entretanto o projeto mudou completamente devido à pandemia. Os jantares ficaram suspensos e tal como muita gente começámos a fazer pão em casa.  Adorámos, e a partir daí pegámos na mesma premissa de excelência que tínhamos nos jantares e transportámos para os pães. Quisemos fazer de modo tradicional, com farinhas da maior qualidade, nacionais, biológicas e moídas em mós de pedra, excluímos os fermentos químicos e abraçámos a massa mãe. Criámos a nossa própria cultura de massa mãe e as nossas receitas de pão.

 

A simplicidade e qualidade dos nossos ingredientes em parceria com o nosso amor e dedicação resultaram na criação de pães de óptima qualidade, com um sabor incrível e nutricionalmente muito interessantes.

Qual o maior obstáculo que encontraste até agora? 

 

Pode parecer um contrassenso mas a nossa maior dificuldade foi também o mote para a criação deste novo rumo dentro do projeto já existente. Por um lado ainda não conseguimos voltar aos jantares nem a fazer chegar o nosso pão tão longe como queríamos mas por outro sem a pandemia provavelmente não teríamos começado a fazer pão.


Alguma palavra para os nossos/vossos clientes?
Alguma sugestão sobre como vivermos de forma mais
consciente e sustentável?

Sem dúvida que vivermos de forma mais consciente e sustentável é o caminho a seguir.

Às vezes bastam pequenos gestos nas nossas rotinas diárias para fazer toda a diferença. 

As compras a granel tal como os pães de fermentação lenta e natural têm uma coisa em comum. Fazem-nos viajar até ao passado, como se fazia antigamente, numa altura em que parece que todos nós tínhamos mais tempo. Hoje em dia ainda há pessoas que compram produtos embalados só porque não querem perder tempo a escolher, a pesar, a colocar num saco… às vezes essa mesma embalagem tem mais do que precisamos, ou combina com outro artigo que nem sequer gostamos muito e acaba por se desperdiçar, já para não falar no plástico associado.

 

Em relação ao pão é idêntico, na medida em que comercialmente não é interessante demorar tanto tempo a produzir um pão, mas com a agravante que o pão corrente não é benéfico para a saúde. 

Quantas vezes ouvimos histórias de médicos que dizem para não comer pão? Quando dizem isso não é por causa da farinha, da água e do sal que o pão leva. Nem mesmo do glúten (tirando as pessoas que são mesmo intolerantes ao glúten, claro) que trabalhado da forma correta é transformado e completamente inofensivo.

 

O problema está nos outros ingredientes que o nosso pão não tem e que muitas vezes vemos nos pães de supermercado como o melhorante, fermento químico, massa mãe desidratada, ácido ascórbico, sulfitos entre outros agentes. Tudo isto junto resulta num pão com pouca durabilidade e estamos a ingerir algo que não precisamos, muitas vezes causando aquela sensação de barriga inchada. É aqui que normalmente culpamos o glúten sem procurar perceber o que realmente tem esse pão.

 

O maior conselho que podemos dar é que façam escolhas responsáveis e que se adequem às vossas vidas. Não vale a pena tentar mudar de vida de um dia para outro, é preferível ir devagar e começar com pequenos gestos. Implementar hábitos saudáveis de alimentação, prática regular de exercício, compras a granel e no comércio local, evitar a utilização de plásticos de uso único, poupar água nas rotinas diárias… Há muita coisa que podemos fazer para ajudar a tornar o nosso planeta num lugar melhor.

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